ABIMO e BioBrasil firmam parceria com o HC para incentivar a inovação

Iniciativas devem interferir no cotidiano das pessoas

17 Ago, 2016

Um projeto de parceria pela inovação em Saúde, formalizado durante a Hospitalar 2016, para fomentar a inovação  e o desenvolvimento de iniciativas que agreguem valor à cadeia produtiva, venceu mais uma etapa hoje, com a assinatura de contrato de cooperação entre a  Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), por meio do seu departamento BioBrasil – Comitê da Bioindústria, juntamente com a ABIMO, Fundação Faculdade de Medicina, Fundação Zerbini e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

 “Coalizão pela Inovação na Saúde” é o nome do projeto, que pretende  fomentar a inovação e estimular o  desenvolvimento de iniciativas de curto e médio prazo, que interfiram no cotidiano das pessoas. 

“O projeto tem como finalidade criar um ambiente de networking e ser uma grande ponte entre os setores que dificilmente têm tido um entrelaçamento de ideias. Com isso, a inovação terá melhor fluidez entre vários pilares importantes para a criatividade”, explicou Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, que ainda destacou: “O momento é extremamente importante, pois estamos dando oportunidade às empresas para que tenham acesso  ao ambiente acadêmico”. 

A ação busca viabilizar ideias inovadoras ocorridas dentro da Universidade e transformá-las em produtos comerciáveis, por meio da ABIMO e da Fiesp, fazendo parceria com a indústria.

“Faz parte do nosso projeto incentivar institutos de pesquisa, universidades, hospitais, usuários e a indústria instalada no Brasil para acelerar a inovação de produtos”, ressaltou Ruy Baumer, presidente do SINAEMO e coordenador titular do BioBrasil/ComSaúde, que ainda acrescentou: “Acreditamos que as entidades educacionais e de pesquisa, usuários e professores têm o compromisso de compartilhar os seus conhecimentos dentro do setor para melhorar produtos, serviços, sistemas e processos que existem no Brasil”.

Para o Prof. Dr. Giovani Cerri, presidente do conselho diretor do INRAD, Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, essa aproximação entre o Hospital das Clínicas e a indústria é um passo muito importante. “A resistência que existia no passado entre as universidades públicas e privadas de colaborarem com a indústria é uma página virada neste momento. O setor de saúde precisa de colaboração para crescer e atender a demanda nacional da indústria”, disse Cerri. “Precisamos usar a inteligência da universidade e da indústria para desenvolver projetos que sejam adequados para a realidade da saúde brasileira, e esse potencial existe, mas é preciso unir forças”, complementou.

“A saúde no país não pode esperar muito tempo, as coisas precisam andar mais depressa”, frisou André Giordano, superintendente administrativo da Fundação Zerbini.

De acordo com o Prof. Dr. Flávio Fava de Moraes, diretor geral da Fundação Faculdade de Medicina, o momento é de extrema importância para ambas as partes. “O que antes era uma dupla hélice do DNA entre o empresário e a universidade, virou uma hélice tríplice porque entra agora um sistema de apoio interveniente que vai poupar o tempo do pesquisar e do empresário e terá alguém responsável para fazer a tramitação operacional dos convênios. Isso vai corrigir o defeito anterior que não era proposital, mas era uma consequência que deixava muito lenta a evolução das associações, agora vão ser mais expeditas e isso é muito bom”, comentou.

Antônio José Rodrigues Pereira, superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, fez o último discurso do encontro muito otimista. “Esse convênio tem tudo para dar certo, temos que fazer de tudo para que seja um projeto permanente e para que que possamos apresentar resultados. Sinto grande orgulho em fazer parte disso”. 

 

 

Cerimônia de assinatura do contrato

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