Atletas das Olimpíadas Rio 2016 terão monitoramento médico em software de gestão

Informações sobre a saúde dos participantes serão registradas em meio eletrônico antes e durante os jogos

15 Jul, 2016

 

A estrutura oficial de atendimento médico dos Jogos Rio 2016 vai contar com um software de gestão da saúde que atenderá os atletas. A solução realiza o registro eletrônico de todas as interações médicas dos atletas e terá versão em português, além conteúdos e aplicações em inglês. A GE Healrhcare, patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, é a fornecedora da tecnologia.

Segundo Daurio Speranzini Jr, presidente e CEO da GE Healthcare para a América Latina, a tecnologia, chamada Centricity Practice Solution,foi desenvolvida inicialmente para o United States Olympic Committee (USOC), que a utiliza desde os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. 

“Mais que um prontuário eletrônico, essa solução possibilita unificar todas as informações de atendimento em uma mesma plataforma na nuvem e também realizar análises, tornando viável uma avaliação evolutiva das condições físicas dos atletas, até mesmo para edições futuras dos Jogos”, comentou Speranzini. Outras soluções, RIS e PACS, também serão implantadas na Policlínica para  gerenciar o tráfego dos laudos e dos exames de imagem realizados no local, garantindo um diagnóstico mais preciso. 

Antes do início do evento, o sistema já contará com dados demográficos dos atletas, como idade, tipo de esporte praticado e lesões sofridas. Isto será complementado com as atividades médicas dos atletas durante os jogos e permitirá fornecer relatórios analíticos de alta qualidade, o que permite atendimento mais rápido, a análise e acompanhamento da performance dos atletas a médio e longo prazos.

Entre as vantagens da plataforma destacam-se a qualidade das informações, as análises e respostas rápidas, além da possibilidade de gerenciar a saúde do atleta, evitando procedimentos desnecessários. De acordo com o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC), por meio esse sistema, foi possível reduzir cirurgias na equipe feminina norte americana em 60% por ano nos últimos quatro anos. E, em dez anos foi possível reduzir em até 80% a quantidade de exames de raios-X feitos pelos atletas, já que os relatórios evolutivos ajudaram no diagnóstico médico sem a realização de um novo procedimento.

Segundo o dr. Bill Moreau, diretor de Medicina Esportiva do USOC, um exemplo dos benefícios do software aconteceu nos Jogos Paralímpicos Sochi 2014. “Tivemos um atleta com lesão medular causada por uma queda de esqui na neve, o que comprometeu sua capacidade de respiração. Ele foi levado para Frankfurt, na Alemanha, para um cuidado adicional, mas quando chegou era incapaz de falar e não conseguíamos saber se ele tinha algum tipo de alergia. Ao acessar seu registro de saúde no smartphone, pude verificar que ele tinha alergias que influenciariam seu tratamento, além de saber a quantidade de anticoagulantes que ele já tinha ingerido”, explicou. (fonte GE)

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