Brasil é destaque em congresso de tomografia cardiovascular

Especialistas mundiais estarão atentos à produção científica do País

16 Mai, 2016

 

Ao lado de especialistas da América Latina, o Brasil, pela primeira vez, terá papel importante num evento  da SCCT (Society of Cardiovascular Computed Tomography) que se realizará  de 23 a 26 de junho, em Orlando, na Florida. A programação será dedicada à produção científica desses países e uma excelente oportunidade de divulgação dos trabalhos de cientistas nacionais. 

Focado na angiotomografia de coronárias, o Congresso também tratará de outros temas envolvendo coração e vasos. Em edições anteriores, o evento destacou a produção científica em outras regiões do mundo, a exemplo do Japão e da Europa. O SCCT é pioneiro na área e o seu primeiro presidente, e atual editor do jornal da Sociedade, é o Dr. Stephan Achenbach, considerado o pai da angiotomografia coronária por ter criado a técnica.

“Vamos contribuir com estudos originais e vários resumos já estão aprovados para apresentação no congresso. Eu recomendo aos médicos brasileiros que são da área ou têm interesse no tema participarem deste evento, as inscrições estão abertas. É o melhor encontro mundial sobre tomografia coronária, que permite um grande aprendizado”, comentou o Dr. Carlos Eduardo Rochitte, responsável pela área de ensino da tomografia cardiovascular do InCor SP e diretor do mesmo setor no Hospital do Coração – HCOR em São Paulo,  que será responsável por ministrar aulas e moderar algumas sessões durante o congresso. 

 

InCor tem legado em angiotomografia

O Dr. Carlos Rochitte destacou o papel fundamental do InCor no desenvolvimento da angiotomografia no Brasil, sobretudo a partir de 2003, quando começou a operar uma  máquina de 16 colunas de detectores. “Naquele momento, começamos a fazer tomografia com alta qualidade e a ganhar expêriencia. Evoluímos para a aquisição do equipamento de 64 detectores e para o projeto CORE 64, que foi o primeiro a validar a tomografia de coronária frente ao cateterismo”, recordou o médico, ressaltando a contribuição do brasileiro, dr. João Lima, do John Hopkins, que liderou o trabalho no período de validação da técnica.

Com a chegada do equipamento de 320 detectores, começou a ser desenvolvido no InCor o projeto de pesquisa CORE 320, em que foi avaliada a perfusão miocárdica pela tomografia associada a angiotomografia anatômica das coronárias. “Com este projeto, a gente conseguiu mostrar que, com essa técnica combinada, os resultados dos exames seriam mais precisos,  com melhor definição sobre a necessidade ou não de tratamento por revascularização miocárdica. Ou seja, um avanço importante em benefício do paciente”, salientou Carlos Rochitte.

 

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