Hospital de Câncer de Barretos lança nova edição do Atlas do Tabaco

O Atlas foi criado com o objetivo de conscientizar a população, sobretudo os mais jovens, a respeito dos perigos do consumo de tabaco, as doenças associadas e as armadilhas da indústria tabagista.

21 Ago, 2017

Lançado em 16 de agosto, pelo Hospital de Câncer de Barretos (HCB), o primeiro Atlas do Tabaco em língua portuguesa, já está disponível gratuitamente para download no site www.atlasdotabaco.com.brDesenvolvido em parceria com a American Cancer Society e a Fundação Mundial do Pulmão (World Lung Foundation), essa publicação tem como objetivo conscientizar a população a respeito dos perigos do consumo de cigarro e alertar sobre as armadilhas da indústria tabagista.

Convidado para traduzir o  Atlas do Tabaco, o HCB espera que a publicação seja divulgada amplamente no Brasil e utilizada como material de apoio nas escolas, levando informação às crianças e aos adolescentes. Segundo o Dr. José Humberto Tavares Guerreiro Fregnani, diretor executivo do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital, não bastará implantar políticas governamentais austeras para um dia ter o mundo livre do tabaco, é preciso também conscientizar o maior número de pessoas sobre o assunto. “O aforismo ‘educar é prevenir’ nunca foi tão exato em sua essência, descrevendo com sabedoria o caminho que devemos seguir para controlar, combater e erradicar o tabagismo no mundo", afirma.

O  Atlas traz 86 páginas bem ilustradas que mostram claramente os malefícios do tabaco, as estratégias da indústria para superar as barreiras impostas pela legislação e os caminhos para o mundo livre do tabagismo, e está dividido em quatro tópicos (“Danos causados pelo tabaco”, “Produtos e usos”, “Indústria” e “Soluções”).

Abaixo confira alguns destaques importantes da publicação:

o tabaco matou 100 milhões de pessoas no século XX, número muito superior ao número de mortes provocado pelas primeira e segunda guerras mundiais juntas. Se os padrões atuais continuarem, ocorrerão 1 bilhão de mortes no século XXI;

o hábito de fumar é responsável por graves crises de saúde pública. China e Índia, por exemplo, que possuem altas taxas de tabagismo, registram 40% dos casos de tuberculose no mundo;

a fumaça do cigarro tem mais de 7.000 produtos químicos, dos quais, centenas são tóxicos e afetam negativamente quase todos os órgãos do corpo humano;

o aumento de preços e impostos sobre o cigarro é uma das medidas mais eficazes de controle do tabaco. O impacto positivo desse aumento de impostos se multiplica quando as receitas geradas são investidas em programas de saúde;

as doenças e as mortes relacionadas ao tabagismo criam custos econômicos de US$ 2 trilhões, o equivale a 1,8% do PIB mundial;

os lucros de 2013 das seis principais empresas de tabaco são equivalentes à soma dos lucros da Coca-Cola, Walt Disney, General Mills, FedEx, AT & T, Google, McDonald's e Starbucks;

em todo o mundo, 78% dos jovens com idade entre 13 e 15 anos estão expostos ao marketing do tabaco;

a prevalência de tabagismo foi reduzida 5% em 3 anos em países com proibição de propaganda de cigarro.

Fonte: Hospital de Câncer de Barretos/AI

Mês de conscientização e combate ao câncer de pulmão

O mês de agosto é considerado um mês de luta pela conscientização e combate ao câncer de pulmão. O período tem início no dia 01 – Dia Mundial do Câncer de Pulmão e termina no dia 29 – Dia Nacional de Combate ao Fumo. Neste mês são realizadas ações de prevenção e informação sobre os malefícios do tabaco, visando alertar a população sobre uma das consequências mais graves do tabagismo, que é o câncer de pulmão.

Câncer de pulmão

É um tumor maligno que pode pegar desde a traquéia até a periferia do pulmão. É uma das principais causas de morte entre as neoplasias no Brasil, sendo a principal causa de morte por câncer entre homens e segunda causa entre as mulheres. Pode ser do tipo metastático, ou seja, aparecer como uma metástase de outro câncer, como o de bexiga ou de mama. A causa mais comum do câncer de pulmão é o tabagismo por um longo período de tempo.

Fonte: INCA 

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