Incidência do Câncer no Brasil: estudos mostram a gravidade do problema

Números apresentados pelo INCa, em evento no Rio de Janeiro, a propósito do “Dia Mundial do Câncer” abrem espaço para uma grande reflexão sobre o problema

05 Fev, 2018

Números  apresentados pelo INCa, em evento no Rio de Janeiro, a propósito do “Dia Mundial do Câncer” abrem espaço para uma grande reflexão sobre o problema, que atinge todas as camadas sociais e mostram, apesar de todos os esforços das autoridades, que não há muito o que comemorar. Os estudos feitos pelo INCa -  Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), instituição de referência no Brasil, mostram que no ano de 2018/2019, 582.590 novos pacientes com câncer serão diagnosticados, sendo os mais frequentes, o câncer de pele, de próstata, de mama, de intestino e de pulmão.

A propósito do Dia Mundial do Câncer foram divulgados, em publicação técnica, os resultados de Estimativa 2018 – Incidência de Câncer no Brasil, em ato realizado no Rio de Janeiro. Na oportunidade, a diretora-geral  do INCA, Ana Cristina Pinho (foto) enfatizou que “esta publicação é uma importante ferramenta para o controle da doença, uma vez que auxilia no planejamento de políticas públicas e gestão dos recursos, além de alertar a população para a adoção de hábitos saudáveis". As pesquisas foram publicadas com o intuito de oferecer um painel sobre o cenário atual da magnitude do câncer.

Os estudos revelaram que cânceres de próstata, mama feminina, intestino e pulmão estão relacionados as mudanças de hábitos ocorridas no Brasil. O movimento exponencial de moradores da zona rural para os centros urbanos fez com que a população entrasse em processo de envelhecimento, e os problemas do passado substituídos por outros. O câncer no Brasil assume um perfil parecido com os chamados de primeiro mundo.

Exceto os cânceres relacionados à histórico familiar, cerca de um terço da doença pode ser prevenida. O peso corporal inadequado é um dos fatores que propiciam o câncer de intestino e podem ser prevenidos pela população. “O câncer de intestino já é o segundo entre as mulheres, perdendo apenas para mama, e o terceiro entre os homens, ficando atrás de próstata e pulmão”,  ressalta a médica epidemiologista Liz Almeida, chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA/MS. Ela comenta que é necessário praticar atividades físicas e reduzir o uso de produtos processados para se prevenir.

Os cânceres de próstata e mama, que são os mais comuns em homens e mulheres, estão ligados à longevidade e fatores hormonais. Já o câncer de pulmão, o principal fator é a exposição ao tabagismo. Ambos justificam a transição epidemiológica brasileira.

Como forma de prevenção, a dra. Ana Cristina alerta: “Não fume e não se exponha à fumaça de pessoas próximas a você. Faça alguma atividade física e coma alimentos frescos. Mantenha o peso corporal adequado. Proteja-se da exposição solar excessiva. Minimize a ingestão de bebidas alcoólicas. Evite, sempre que possível, se expor à radiação ionizante e poluição do ar”.  (Veja matéria na íntegra na edição 102, do jornal ID Interação Diagnostica)

 

Fonte: INCa

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