Pesquisa revela baixo índice de rastreamento mamográfico pelo SUS em São Paulo

Os números apontados pelo estudo mostram que os atendimentos às pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda estão longe do aceitável.

27 Nov, 2017

O estudo foi realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa apontou que menos de 30% de mulheres entre 50 e 69 anos, faixa etária indicada pelo governo, realizaram mamografia em 2016, ou seja, bem abaixo dos 70% recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados foram divulgados durante a 13ª Jornada Paulista de Mastologia, que aconteceu de 23 a 25 de novembro, em São Paulo.
 
De acordo com o presidente da SBM, Antônio Frasson, a maior dificuldade para conseguir realizar a mamografia e iniciar o tratamento quando existe uma queixa mamária ainda é a falta de acesso. “Se em São Paulo que é o estado mais desenvolvido do país há essas dificuldades, o que podemos esperar de outras regiões mais pobres e longínquas desse país com dimensões continentais?”, indaga o presidente, complementando que a preocupação constante com o desenvolvimento de novas estratégias diagnósticas e terapêuticas deixa de ser aplicada no país pela falta de acesso e de recursos, e a distância entre o conhecimento e a sua utilização para o bem de pacientes oncológicos é cada vez maior. “Trabalhamos em prol da população brasileira, especialmente as mulheres. Nosso objetivo é sempre oferecer o melhor atendimento, mas para isso elas precisam ter acesso. Se não estão tendo é preciso lutar por isso. Os direitos delas também são a nossa luta”, afirma o mastologista.
 
A SBM reuniu no evento cerca de 1,5 mil mastologistas para discutir a evolução do tratamento do câncer de mama. O enfoque foi a personalização do tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente, adequando a tendência de reduzir a extensão do tratamento sempre que for possível, tanto do ponto de vista da cirurgia quanto da quimioterapia e radioterapia.“São temas de extrema importância para a qualidade de vida das pacientes”, lembra Frasson. O avanço da avaliação genética dos tumores e as terapias personalizadas de acordo com cada perfil genético do câncer também foram temas do evento que tratou ainda da reconstrução mamária imediata e as novas técnicas e instrumentos aplicados pelo mastologista alemão Thorsthen Kühn. 
 
Fonte: Assessoria de Imprensa SBM
 

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