Ressonância magnética pode evitar biópsias de próstata desnecessárias

Exame poupa os pacientes dos efeitos colaterais do procedimento invasivo

27 Jan, 2017

 

Mais de 25% dos homens com suspeita de câncer de próstata poderiam evitar uma agulha de biópsia guiada por ultrassonografia transretal (USTR), caso fossem submetidos à ressonância magnética paramétrica, de acordo com estudo publicado na revista The Lancet.

 

Além disso, a capacidade da RM multiparamétrica de localizar com mais precisão e medir o tamanho dos tumores melhora a detecção de cânceres agressivos, quando combinada com uma biópsia, concluíram pesquisadores da University College London (UCL). O estudo foi orientado pelo Conselho de Investigação Médica (MRC) da Unidade de Ensaios Clínicos na UCL.

 

A cada ano cerca de 100.000 homens no Reino Unido são submetidos a este tipo de biópsia. Cerca de 66% dos resultados são negativos para o câncer. O procedimento invasivo, no entanto, tem efeitos colaterais, incluindo dor, sangramento, disfunção erétil e infecção. Os resultados podem ser imprecisos porque a biópsia recolhe amostras de várias áreas da próstata de um modo aleatório.

 

Os pesquisadores analisaram 576 homens com suspeita de câncer de próstata. Enquanto a ressonância magnética detectou 93% dos cânceres clinicamente importantes, as biópsias identificaram apenas 48% deles.

 

O dr. Hashim Ahmed, pesquisador da UCL, disse que os resultados mostram claramente que a ressonância magnética seguida por uma biópsia pode dramaticamente melhorar o diagnóstico do câncer de próstata. A abordagem, portanto, poderia ajudar um quarto dos homens com resultados de exames de ressonância magnética negativos a evitar as biópsias e os seus efeitos colaterais potenciais. Os pesquisadores, portanto, notaram que ainda são necessárias mais informações em relação ao custo e eficácia global desta estratégia. Com informações de AuntMinnie.com

 

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