Saúde digital

Novos aplicativos trazem agilidade ao diagnóstico

30 Mar, 2016


No Brasil, tecnologia ainda enfrenta barreiras da regulamentação e dificuldade de acesso.

A tecnologia tem estado a serviço da medicina há muito tempo e, mais recentemente, novos sistemas, aplicativos e aparelhos – que, basicamente, monitoram pacientes e todo o fluxo de informação que envolva os cuidados com a saúde em tempo real – começam a trazer mudanças significativas no atendimento e em diversas práticas médicas.

As inovações tecnológicas e o compartilhamento do conhecimento entre pesquisadores, academia e indústria nessa área já estão provocando mudanças no setor da saúde – com impacto na melhoria da produtividade e da prática clínica hospitalar, por meio de novos métodos de gestão e maior integração entre as áreas e os processos. Assim, a grande contribuição dos novos aplicativos poderá ser, finalmente, tornar a saúde acessível para todos.

A inovação em saúde digital ainda encontra alguns obstáculos no Brasil, sobretudo regulatórios e estruturais.  Além da carência de gestores e profissionais de TI, há necessidade de infraestrutura de telecomunicações para acesso à Internet e de treinamento para médicos e população em geral no uso das ferramentas digitais.

Nos Estados Unidos, o Food and Drugs Administration (FDA), estatal que controla a liberação de alimentos, drogas e dispositivos, vem liberando a utilização, para a saúde, dos dispositivos e aplicativos de smartphones e tablets, para médicos e estudantes de medicina. Um deles é o Resolution MD, que permite o acesso a exames de imagem e pode ser utilizado em várias plataformas, bastando para isso uma conexão com a Internet. Com o aplicativo, o médico pode produzir laudos a partir das imagens e em tempo real.  Outro aplicativo aprovado pelo FDA é o Visual DX, com mais de 1.200 diagnósticos e 25.000 imagens médicas para ajudar no diagnóstico de doenças.

Investimentos

No ano passado, o setor de saúde digital recebeu investimentos de 4,5 bilhões de dólares em todo o mundo; no ano anterior, foram US$ 4,3 bilhões, segundo levantamento da Rock Health, empresa financiadora de projetos mundiais de interseção de saúde e tecnologia.

No Brasil, diversos aplicativos e sistemas de saúde digital são desenvolvidos, alguns deles a partir de startups. No mês de fevereiro, oito delas apresentaram seus projetos em evento realizado no InRad do Hospital das Clínicas, em São Paulo (SP). Entre as startups, destacou-se a Epistemic, serviço que monitora os pacientes em homecare, com foco na prevenção de surtos epiléticos. Já a Vitta propõe gestão para consultórios e busca por perfis de médicos na Internet, além do gerenciamento de consultas agendadas on-line.

 

Pesquisadores e executivos da indústria discutiram soluções para a saúde digital no Brasil, em evento realizado no Hospital das Clínicas, em São Paulo

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