Tuberculose: incidência da doença no Brasil ainda preocupa

Brasil ocupa a 20ª posição no ranking dos países com pais incidência de Tuberculose

22 Mar, 2018

Silenciosamente, como a própria doença, um importante trabalho desenvolvido por organismos internacionais, apresentado na cúpula das Nações Unidas, propõe acabar com as epidemias, entre elas, a Tuberculose. O ambicioso objetivo, assegurar uma vida saudável e o bem estar de todos é reduzir as mortes por TB em 95% dos casos até 2035.         

Se os números ainda perseguem o Brasil, que ocupa a 20ª colocação no ranking, o trabalho das instituições oficiais como o Ministério da Saude e algumas ações estaduais, como a do Governo de São Paulo mostram que o desafio é muito grande. Visão: Brasil livre da Tuberculose é o tema de Nacional pelo Fim da Tuberculose, elaborado em 2017, em andamento para todo o Brasil.

Nesse dia 24 de março, o Dia Mundial da Tuberculose o assunto merece uma reflexão e uma lembrança, já que doença é uma das dez principais causas de morte em todo mundo e pode ter matado mais de 1,8 milhão de pessoas. No Brasil, foram registrados 4,5 mil brasileiros afetados com a doença, e 1,7 deles vieram a óbito com tuberculose associada ao HIV. Este é o resultado de um estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2015.

O ambicioso escalonamento do programa de redução da incidência não é uma ficção. Especialistas da Pneumologia e Tisiologia colocam o País como uma referência na luta contra doença e estudos realizados mostram os critérios e os cuidados de profissionais tão qualificados.

O programa Visão: Brasil livre da tuberculose leva em conta a questão dos indicadores socioeconômicos das cidades como norteadores de políticas públicas contra a doença. As metas são: reduzir o coeficiente de incidência para menos de 10 casos por 100.000 habitantes e reduzir o coeficiente de mortalidade de 1 óbito por 100.000 habitantes até 2035.

A OMS também ressalta que a maioria das mortes por tuberculose pode ser prevenida com diagnóstico precoce e tratamento adequado. A organização calcula que entre os anos 2000 e 2016 foram evitadas 53 milhões de mortes de pessoas que foram diagnosticadas e tratadas com sucesso.

 

A Tuberculose resistente, outro desafio

Se os desafios são muitos, também há o que comemorar. E a área do diagnóstico por imagem, com tecnologia cada vez mais avançada, em Radiologia e Radiologia digital, é método de escolha e complementa a melhor avaliação dos pacientes.

Cada vez mais presente tem sua parcela na luta contra a doença, e acompanha com apreensão o crescimento dos índices de tuberculose na comunidade afetada por HIV.

Um levantamento conduzido pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) em parceria com a Sociedade Europeia de Medicina Respiratória (ERS) analisou os resultados do exame laboratorial Xpert MTB\RIF para triagem de tuberculose resistente a medicamentos em pacientes portadores ou não do vírus HIV. O exame demonstra mais precisão comparado ao teste de cultura - dos 108 casos positivos de tuberculose detectados pelo Xpert, 33 foram apontados negativos em exames de cultura.

“Para o diagnóstico da doença, o sistema de saúde disponibiliza testes

laboratoriais de baciloscopia (escarro) e cultura, além do exame de raio-x do tórax.

O teste Xpert MTB\RIF é uma opção mais recente, para detecção e triagem da tuberculose resistente a rifampicina, com resultados em cerca de 2 horas”, explica a pneumologista Dra. Denise Rossato Silva, coordenadora da Comissão Científica de Tuberculose da SBPT.

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