HC celebra 50 anos de transplante de fígado no Brasil

A comemoração no dia 21 de agosto foi marcada por muitas homenagens e momentos de emoção entre médicos e transplantados.

23 Ago, 2018

A comemoração dos 50 anos de transplante de fígado no Brasil, com a realização de 2 mil transplantes no HCFMUSP, foi marcada por muita emoção entre médicos e transplantados, que receberam homenagens no teatro da FMUSP. A sessão lotou o auditório no dia 21 de agosto e contou com a presença de autoridades e cientistas de diversas unidades da USP.

O Prof. Titular Marcel Cerqueira Cesar Machado, que realizou o primeiro transplante de fígado no Brasil, foi o primeiro a receber a placa comemorativa, seguido do Prof. Titular Silvano Raia, que realizou em 1988 o primeiro transplante intervivos no mundo. O Prof. Titular Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, que realizou o primeiro transplante de útero e também o primeiro de fígado no recente episódio da febre amarela, também recebeu a placa.

Além de diversos funcionários do Ambulatório de Transplantes do HCFMUSP, também foram homenageados a Dra Rosana Reis Nothen, Coordenadora Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde, bem como a Dra. Marizete Peixoto Medeiros, Coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo; a ONG Viva Transplante representando organizações não-governamentais e pacientes transplantados; além de pacientes transplantados no Quadrilátero da Saúde: Sr. Sérgio dos Santos Leria (transplantado em 1985); Sr. Lucas Moreira (transplantado em 2017) e Sra. Maria aparecida Santos Frazão (transplante de número 1.000, realizado em 2018).

Estiveram na mesa de abertura da sessão solene o diretor da FMUSP, Prof. Titular  Jose Otavio Costa Auler Junior; o secretário da Saúde do Estado de São Paulo e ex-reitor da USP, Prof. Titular Marco Antônio Zago; o vice-reitor da USP, Prof. Titular Antonio Carlos Hernandes; a Dra. Rosana Reis Nothen (SNT); além da diretora clínica do HCFMUSP, Profa. Titular Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfá; do superintendente do HCFMUSP, engenheiro Antonio José Rodrigues Pereira; do presidente e vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto Central do HCFMUSP, respectivamente, Prof. Titular Alberto José da Silva Duarte e Prof. Titular Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque; e a diretora executiva do IC-HCFMUSP, Profa. Titular Lucila Pedroso da Cruz.

Breve Histórico

O Serviço de Transplante de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) comemorou os 2 mil transplantes de fígado no HC e os 50 anos de transplantes hepáticos no Brasil. O primeiro transplante de fígado foi realizado no HC em 1968. O evento também promoveu a importância da doação de órgãos, além de trazer um quadro de evolução do transplante de fígado, e contou com a presença dos professores responsáveis pelos primeiros procedimentos do serviço na instituição.

diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do HC, dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, atribui esse número ao avanço técnico, às novas medidas de suporte ao paciente clínico e à forte base tecnológica desenvolvida ao longo desses 50 anos. Esses fatores proporcionaram êxito nos transplantes, com uma sobrevida bastante elevada, chegando a 92% em casos rotineiros. No entanto, D’Albuquerque reconhece que todo esse sucesso foi possível graças à doação de órgãos e por isso parabeniza os familiares que, mesmo em um momento difícil, optam por doar.

Como aconteceu com a tecnologia, o número de doadores avançou consideravelmente. O médico justifica pelo fato de que, antes, o processo de doação era muito complexo, mas hoje existem equipes treinadas que seguem preceitos éticos com o objetivo de conscientizar a família sobre a importância da doação. Quando transplantado, o órgão pode rejeitar seu novo corpo, porém, D’Albuquerque comemora que a imunossupressão evoluiu muito e hoje a rejeição em caso de transplantes no fígado, com as novas drogas utilizadas, é um problema contornado.

Ele destaca o fato de o Brasil possuir o maior sistema público de transplante do mundo e oferecer continuamente imunossupressores durante toda a vida, de maneira gratuita, para seus pacientes. O médico ainda lembra dois grandes feitos recentes do HC: o primeiro transplante de fígado do mundo envolvendo uma vítima da febre amarela; e pioneiro em caso de transplante de útero de cadáver.

A Cisne Negro Cia. de Dança apresentou trechos de uma de suas montagens mais famosas, "O Quebra-Nozes", com personagens como Boneca, Mouros, Flauta, Árabe, Russo, Chinês, Espanhol e Valsa Final. 

Fonte: FMUSP/Jornal da USP

 

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