Questionário pré-exame ajuda a identificar claustrofobia

Método mostrou eficácia a agradou pacientes em ressonância magnética

09 Mar, 2017

Questionários de triagem estão entre as medidas para reduzir ou eliminar a necessidade de sedação em pacientes com ansiedade relacionada à ressonância magnética - incluindo a população pediátrica - de acordo com os principais especialistas na área. Um questionário de pré-exame sobre a claustrofobia provou ser um instrumento eficaz antes da ressonância magnética, de acordo com um estudo na revista Radiology.

Pacientes com ansiedade claustrofóbica são mais propensos a experimentar uma sensação de confinamento dentro do scanner. Para esses pacientes, completar o exame pode exigir sedação consciente e sequências adicionais, acrescentando custo, risco e tempo para o procedimento.

"O fluxo de trabalho pode ser interrompido se pessoal adicional for necessário para lidar com o evento claustrofóbico do paciente", disse Marc Dewey, professor no Departamento de Radiologia no Hospital Universitário Charité em Berlim, em matéria publicada no portal da RSNA.

Pesquisas anteriores realizadas pela equipe do dr. Dewey determinaram que, em média, 2,3% de todos os pacientes programados para RM sofrem de claustrofobia. Com mais de 80 milhões de procedimentos de ressonância magnética realizados a cada ano no mundo, isso significa que aproximadamente 2 milhões deles podem ser afetados.

Os custos adicionais associados a eventos claustrofóbicos por procedimento podem variar de 100 euros, ou um pouco mais de 100 dólares, para pessoal adicional e ligeiros atrasos, até cerca de 400 euros, ou quase 420 dólares, nos casos em que o exame precisa ser encerrado prematuramente.

Os pesquisadores avaliaram o potencial de um questionário de claustrofobia de 26 itens como uma ferramenta de triagem em pacientes hospitalizados. Antes de submeterem-se à RM, os pacientes foram questionados sobre seu medo de restrição e sufocação e foram solicitados a classificar suas respostas em uma escala de 0 a 4.

"Uma questão é, por exemplo, como os pacientes com medo se sentiriam em uma pequena sala escura", explicou Adriane Napp, bióloga e gerente de projetos do Departamento de Radiologia da Charité. "Para a sufocação, uma pergunta típica é como os pacientes receosos estariam em um cinema aglomerado", completou a especialista.

Dos 6.520 pacientes do grupo de estudo, 4.288 completaram o questionário antes da ressonância magnética, enquanto que 2.232 pacientes foram submetidos a exames de imagem sem terem preenchido o questionário. Os membros da equipe registraram o número de eventos claustrofóbicos e os compararam entre os dois grupos.

Ocorreram eventos claustrofóbicos em 640 pacientes ou 9,8% do total. A pontuação média do questionário em pacientes com eventos claustrofóbicos foi de 1,48 - significativamente maior que a média de 0,6 para o grupo sem eventos claustrofóbicos.

Os resultados sugerem que o questionário é uma ferramenta de rastreio adequada para evitar um evento claustrofóbico. Além disso, nem todos os pacientes com risco de claustrofobia precisam ou solicitam sedação.

"Metade dos pacientes disse que prefere métodos de enfrentamento não-sedativos, a exemplo de óculos de prisma, música ou uma escolta para a sala de scanner", comentou o dr. Dewey. "Pacientes do estudo que sofriam de claustrofobia agradeceram o questionário, dizendo apreciar a ajuda e ter suas preocupações levadas a sério", acrescentou a dr. Napp.

O relatório da pesquisa aponta que radiologistas e funcionários que podem ter sido céticos no início estavam convencidos da eficácia do questionário. "Inicialmente, eles pensaram que preencher o questionário levaria muito tempo e poderia perturbar alguns dos pacientes. No entanto, os pacientes preencheram em 10 minutos e ficaram felizes em participar", afirmou o dr. Dewey. Com informações da RSNA News.

 

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